Caxias do Sul: reunião da assistência social termina em protesto no gabinete do prefeito
Discussão sobre repasses atrasados e déficit de R$ 6 milhões na área mobiliza entidades, conselho e sindicato desde outubro.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Uma reunião pública sobre a assistência social de Caxias do Sul terminou em protesto no gabinete do prefeito Adiló Didomenico, segundo o GZH. O Bairrista não obteve, até a publicação desta matéria, nota da Prefeitura nem do Conselho Municipal de Assistência Social sobre o protesto.
Para quem depende da rede socioassistencial na cidade, o debate tem efeito direto. Ele envolve repasses às entidades parceiras e a continuidade de serviços de acolhimento, como o PAS Rua e a Casa de Apoio Viva Raquel.
O que está em discussão desde outubro
A crise na assistência social de Caxias do Sul tem um déficit de cerca de R$ 6 milhões. Em 14 de outubro, representantes de diversas entidades lotaram o plenário da Câmara de Vereadores em reunião pública sobre o tema.
A reunião foi marcada depois do anúncio de que dois serviços administrados pela Associação Mão Amiga teriam as atividades encerradas pela entidade em 28 de outubro. Um deles é o Programa de Apoio à Saída de Rua (PAS Rua), no bairro Cidade Nova, cujo fim veio depois de a Prefeitura informar que o terreno ocupado foi vendido. O outro é a Casa de Apoio Viva Raquel, que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
O que disseram o secretário, o conselho e o sindicato
Na audiência de outubro, o secretário de Assistência Social e Cidadania, Mauro Trojan, falou sob vaias e reivindicações e disse que Caxias do Sul tem mais de mil trabalhadores na área, entre servidores e profissionais de entidades parceiras. Conforme a Rádio Caxias, a expectativa da Prefeitura era usar parte dos recursos do ICMS, previstos para a semana seguinte, para quitar débitos da Secretaria de Assistência Social e Cidadania.
Segundo o Leouve, aquela reunião terminou sem prazo para regularizar os repasses. A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Josiéle Nunes, afirmou que o encerramento de atividades pode ampliar as vulnerabilidades sociais e cobrou planejamento da administração municipal.
O presidente do Senalba, sindicato que representa trabalhadores de entidades de assistência social, Claiton Melo, disse que pretende discutir os próximos passos com a categoria.
Sobre o protesto no gabinete, a Prefeitura não informou se assumiu algum compromisso ou prazo com os manifestantes.
Perguntas frequentes
O que causou o protesto no gabinete do prefeito de Caxias do Sul?
Foi uma reunião pública sobre a assistência social que terminou com manifestantes no gabinete do prefeito Adiló Didomenico, segundo o GZH. A discussão envolve repasses atrasados e déficit de cerca de R$ 6 milhões.
Quais serviços estão ameaçados em Caxias do Sul?
A matéria cita o PAS Rua, no bairro Cidade Nova, e a Casa de Apoio Viva Raquel, que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica. A Associação Mão Amiga anunciou o encerramento das atividades desses serviços em 28 de outubro.
Existe prazo para regularizar os repasses?
Não. Segundo o Leouve, a reunião de outubro terminou sem prazo para regularizar os repasses, e a Prefeitura não informou compromisso ou prazo com os manifestantes após o protesto.
Saber mais: fontes consultadas (4)
Da tua região: Serra Gaúcha
Caxias Basquete recebe o Brasília no sábado em Caxias do Sul, com entrada gratuita

Caxias do Sul: Castramóvel da FSG faz primeira ação externa em Vila Seca no dia 14

Caxias do Sul: vereadora apresenta CPI das Contas Públicas sobre finanças do município

Caxias do Sul: obras na ERS-122 e na RSC-287 mexem no trânsito nesta sexta (6)
