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Brasileiro é condenado a 12 anos nos EUA por gerir rede que lavou US$ 30 milhões

Ygor Fokin Saviolli é o sexto réu sentenciado no caso; entre os outros cinco, quatro também são brasileiros e as penas vão de 12 meses e um dia a 94 meses.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Foto: Brasileiro é condenado a 12 anos nos EUA por gerir rede que lavou US$ 30 milhões
Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O brasileiro Ygor Fokin Saviolli, de 35 anos, foi condenado a 12 anos de prisão nos Estados Unidos. Ele atuava como gerente e supervisor de uma organização que lavou mais de US$ 30 milhões, incluindo dinheiro do tráfico de drogas. O Departamento de Justiça americano divulgou a sentença na sexta-feira (16), em Miami.

Ele é o sexto e último réu a receber pena no processo. Em 24 de setembro, outros cinco réus já tinham sido condenados, com penas de 94 meses a 12 meses e um dia de prisão. Quatro deles também são brasileiros, e, segundo o Departamento de Justiça, os réus brasileiros viviam ilegalmente nos EUA quando foram presos. O Bairrista não localizou as defesas dos réus.

Como o esquema funcionava

Segundo os documentos do processo, Saviolli entrou com o dinheiro inicial para bancar as operações e supervisionou o recebimento e a lavagem do dinheiro vivo do tráfico.

Mensageiros nos EUA recebiam o dinheiro em espécie da venda de drogas e o depositavam em bancos pelo país. O objetivo era esconder a origem e devolver o lucro, entre outros destinatários, a fornecedores de drogas no exterior. Dezenas de coletas foram combinadas em grupos de WhatsApp que reuniam facilitadores e mensageiros.

As penas dos outros cinco réus

Conforme o Departamento de Justiça, as penas anunciadas em 24 de setembro foram estas:

  • Gabriel Cezar Menezes, 29 anos, brasileiro: 94 meses. Orientava e supervisionava mensageiros e também fez coletas pessoalmente.

  • Omar Aliperti De Mello Correa, 34 anos, cidadão americano: 30 meses.

  • Leandro De Ávila Gonçalves, 43 anos, brasileiro: 24 meses.

  • João Andrade De Mello, 29 anos, e Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa, 30 anos, ambos brasileiros: 12 meses e um dia cada.

Correa, De Mello, Barbosa e Gonçalves atuavam como mensageiros e faziam coletas em cidades como Atlanta, Charlotte, Chicago, Cleveland, Minneapolis, Rochester e Tampa.

Investigação e próximos passos

Os seis réus se declararam culpados de conspiração para cometer lavagem de dinheiro. O crime prevê pena máxima de 20 anos de prisão.

O caso foi investigado pelo FBI de Miami, com apoio do escritório da DEA em Rochester e dos escritórios da HSI (Investigações de Segurança Interna) em Miami e Brasília. A acusação ficou com a Seção de Lavagem de Dinheiro, Narcóticos e Confisco da Divisão Criminal do Departamento de Justiça e com a Promotoria Federal do Distrito Sul da Flórida.

Ao apresentar a denúncia, a Promotoria informou que, se condenados, Saviolli, Menezes, Andrade De Mello e De Ávila Gonçalves ficariam sujeitos a remoção do país. O Departamento de Justiça não informou se esse procedimento já começou.

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