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Bento GonçalvesGeralSerra Gaúcha

Bento Gonçalves: Prefeitura diz à Justiça que RGE descumpre plano dos fios

Procuradoria-Geral do Município protocolou nova petição na 3ª Vara Cível, ligada a uma liminar que deu 30 dias para a concessionária apresentar cronograma de retirada dos cabos.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Fachada do prédio da Prefeitura de Bento Gonçalves, com fios de energia cruzando o céu sobre a rua e pedestres na calçada
Foto: Eugenio Hansen, OFS / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Bento Gonçalves protocolou nova petição na 3ª Vara Cível da Comarca. O documento comunica que a RGE não cumpre o Plano de Trabalho para manutenção e ordenamento dos cabos nos postes da cidade. A informação foi publicada pelo Jornal Semanário neste sábado (7).

Para quem circula pelas ruas de Bento, o que está em jogo é a retirada de fios soltos, inativos ou irregulares, que a prefeitura aponta como risco e poluição visual. Cabe agora à 3ª Vara Cível analisar o pedido do município.

O que a liminar já exige da RGE

A nova petição se apoia em decisão anterior da mesma vara. Segundo nota da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura, a PGM ajuizou uma Ação Civil Pública contra a RGE Sul Distribuidora de Energia e pediu, em caráter liminar, a regularização da fiação e de equipamentos nos postes sob responsabilidade da concessionária.

O juízo da 3ª Vara Cível deferiu a tutela de urgência. A RGE tem 30 dias para apresentar um Plano de Trabalho detalhado, com cronograma, para inspeção, regularização e retirada de fios e equipamentos irregulares, inativos, clandestinos ou que representem risco. Depois da entrega do plano, a RGE deve iniciar de imediato as ações corretivas. A prioridade fica com as áreas de maior risco e circulação.

A decisão também fixou prazo de fiscalização e punição:

  • 90 dias para o primeiro Relatório de Conformidade, com atualizações a cada três meses;

  • multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 300 mil.

O que diz a RGE

A RGE sustenta que é proprietária e gestora legal da infraestrutura dos postes, mas afirma não ter responsabilidade técnica e direta pela amarração, manutenção e retirada dos cabos excedentes das empresas que alugam os pontos. A prefeitura defende que a fiscalização e a manutenção dos cabos de telefonia e internet cabem às operadoras e à RGE, dona e gestora dos postes.

Defensoria também foi à Justiça

O problema também chegou ao Judiciário por outra via. A Defensoria Pública do RS ajuizou Ação Civil Pública contra a RGE e contra o Município de Bento Gonçalves. O caso foi levado à Defensoria pelo vereador Moisés Scussel, após um motociclista ser atingido no pescoço por um cabo solto.

Nessa ação, a Defensoria pede que RGE e Município apresentem, em 30 dias, um plano de ação detalhado. A Defensoria afirma que a prefeitura vem assumindo indevidamente obrigações da concessionária. O pedido de indenização por dano moral coletivo é de R$ 100 mil.

Próximo passo é a análise da 3ª Vara

A 3ª Vara Cível ainda vai analisar o pedido da prefeitura. Se a RGE for considerada em descumprimento, a multa é de R$ 10 mil por dia, até R$ 300 mil.

Perguntas frequentes

O que a RGE precisa fazer agora?

Apresentar, em 30 dias, um Plano de Trabalho com cronograma para inspeção, regularização e retirada de fios e equipamentos irregulares, inativos, clandestinos ou de risco.

Quanto a RGE pode pagar se descumprir a decisão?

Multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 300 mil.

Quando a RGE precisa entregar o primeiro relatório de conformidade?

Em 90 dias, com atualizações a cada três meses.

Quem é responsável pela retirada dos cabos excedentes?

A RGE afirma que a responsabilidade técnica direta pela amarração e retirada é das empresas que alugam os postes; a prefeitura defende que cabe às operadoras e à RGE.

Saber mais: fontes consultadas (3)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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