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Audiência na Câmara de FW reúne queixas do rotativo; prefeitura admite rever regras

Cadastro de placas de idosos, abrangência das vagas e custo para quem trabalha no centro dominaram o debate; as sugestões seguem ao Executivo.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Foto: Audiência na Câmara de FW reúne queixas do rotativo; prefeitura admite rever regras
Foto: Divulgação/Oaltouruguai

A Câmara de Vereadores de Frederico Westphalen realizou nesta terça (20) audiência pública para debater o estacionamento rotativo pago, em vigor desde 1º de setembro. O encontro começou às 18h30, no Plenário Hilário Piovesan, e foi aberto à comunidade. O secretário de Coordenação e Planejamento, Valdenir Cadore, reconheceu a necessidade de reavaliar regras. A prefeitura diz que buscará alternativas.

Para quem usa o centro, o cadastro das placas foi o tema mais citado. Idosos que têm a credencial nacional precisam registrar o veículo na empresa para usar as vagas gratuitas. Quem vem de outra cidade e não sabe da exigência corre risco de ser autuado. Trabalhadores da região, por sua vez, relataram gastos de até R$ 20 por dia ou R$ 320 por mês para estacionar perto do serviço.

Idosos: vereadores defendem que o direito é da pessoa, não do carro

O pedido de audiência foi formalizado no Requerimento nº 02/2026, do vereador Alessandro Molossi, presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Fiscalização e Controle Orçamentário. O plenário aprovou o documento na sessão de terça-feira, 13.

O vereador Lídio Signori contou que foi ao escritório da empresa e ouviu que, além da credencial, seriam exigidos documentos e o cadastro do veículo. Ele alertou para o risco de ações judiciais se houver multa a quem tem credencial e não cadastrou a placa. O vereador Leandro Mazzutti e o advogado Rogério Vargas defenderam que o direito às vagas reservadas pertence ao idoso, independentemente do carro.

O diretor do Departamento Municipal de Trânsito, Sérgio Vasconcellos, explicou que o cadastro existe por causa da fiscalização eletrônica, que usa câmeras para identificar os veículos. Segundo ele, o procedimento também evita o uso indevido das vagas. Cadore informou que o rotativo tem 98 vagas para idosos e 60 para pessoas com deficiência.

Vagas demais, dizem comerciantes e ex-vereador

O ex-vereador Gildo Busatto defendeu o sistema, mas considera excessiva a área cobrada e pediu foco nas ruas mais movimentadas. A empresária Marta Henriques disse que funcionários deixam o carro a quatro ou cinco quadras do trabalho para fugir da tarifa diária.

Segundo Molossi, o sistema tem cerca de 1.948 vagas, e o decreto municipal permite chegar a 2,2 mil. Cadore admitiu que há ruas com baixa ocupação e disse que a administração analisa esses casos.

O presidente da Associação Empresarial (AEFW), Alessandro Dal Piva, alertou que reduzir vagas pode empurrar os carros dos trabalhadores para ruas vizinhas. Ele propôs seis meses de avaliação, com indicadores como ocupação das vagas e reclamações dos usuários. A entidade se ofereceu para ajudar em pesquisas.

Professores e policiais pedem cadastro especial

Marileia Bressan, representante dos professores da Escola Auxiliadora, disse que 82 funcionários da escola usam carro. Ela calculou custo de até R$ 320 por mês por professor, fora a dificuldade de sair da sala para trocar o veículo de vaga. A professora Janaína Ló, do Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Neeja), lembrou que muitos colegas trabalham em mais de uma escola e moram em outras cidades.

O comandante do 37º BPM da Brigada Militar, tenente-coronel André Konigonis, afirmou que os policiais do batalhão, no centro, cumprem escalas de 12 horas e não podem largar ocorrências para trocar o carro de vaga. Ele pediu a avaliação de um cadastro para os servidores, restrito às proximidades do quartel.

Ana Grassi questionou a localização de algumas vagas para pessoas com deficiência, perto de árvores e postes, que dificultam o embarque em veículos adaptados. Também houve pedidos de esclarecimento sobre arrecadação e gestão financeira do serviço.

Próximo passo: sugestões vão ao Executivo

Ao final, os participantes defenderam que os questionamentos sejam encaminhados formalmente à prefeitura, com resposta. Molossi afirmou que todas as ponderações levantadas serão apresentadas ao Executivo. As sugestões da audiência não têm efeito imediato: cabe à prefeitura decidir se muda a área de cobrança, o cadastro de idosos ou as regras para trabalhadores.

Pelas regras atuais, o rotativo funciona de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h, sem cobrança em domingos e feriados. A tarifa é de R$ 1 por 30 minutos nas zonas Azul e Laranja e de R$ 0,75 na Verde.

Perguntas frequentes

Quanto custa o estacionamento rotativo em Frederico Westphalen?

A tarifa é de R$ 1 por 30 minutos nas zonas Azul e Laranja e de R$ 0,75 na Verde.

Quando o rotativo funciona em Frederico Westphalen?

De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h; não há cobrança em domingos e feriados.

Idosos precisam cadastrar o carro para usar as vagas gratuitas?

Pelas regras atuais, sim: quem tem a credencial nacional precisa registrar o veículo na empresa, e a prefeitura admite rever a exigência.

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