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Ataque a aeroporto de Riade deixa 12 mortos; novo projétil atinge terminal no domingo

Mais de 300 pessoas ficaram feridas, e a lista de mortos divulgada pelos sauditas não inclui brasileiros; coalizão liderada pela Arábia Saudita atribui o ataque aos houthis do Iêmen.

Redação Bairrista · 11 de outubro de 2026 às 13:25 · 4 min de leitura

Ataque a aeroporto de Riade deixa 12 mortos; novo projétil atinge terminal no domingo
Arte: Bairrista

Um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita, matou 12 pessoas e feriu mais de 300 no sábado (10). A autoridade de aviação civil saudita divulgou o balanço na madrugada de domingo, e alguns feridos estão em estado crítico. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen atribuiu o ataque aos houthis.

No domingo (11), o aeroporto foi atingido de novo. A coalizão informou que um "projétil não identificado" atingiu o Terminal 4 e causou um incêndio. O porta-voz Turki al-Maliki não atribuiu a ação a nenhum grupo. É o segundo ataque ao aeroporto em dois dias.

Para quem vive no RS, não há brasileiros entre os mortos, segundo a lista da autoridade saudita, mas a nacionalidade dos feridos não foi divulgada. O Itamaraty, a ANAC e o Aeroporto Salgado Filho (Fraport Brasil) não haviam informado, até a publicação, cancelamentos em voos que saem do Brasil por causa do ataque.

Míssil atingiu terminais usados em voos domésticos

Uma autoridade regional disse à agência Associated Press que um míssil atingiu o complexo dos terminais 3 e 4, usados em voos domésticos. Foi o terceiro ataque da semana ao aeroporto.

Segundo a CNN Brasil, o ataque ocorreu sem que o sistema saudita de alerta emitisse aviso.

Entre os mortos, de acordo com a autoridade de aviação civil saudita, há quatro sauditas, dois bangladeshianos e uma pessoa de cada um destes países: EUA, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito.

Relatos divergem sobre quem assumiu o ataque

O jornal The New York Times, segundo o Metrópoles, informou que os houthis assumiram o ataque.

A CNN Brasil registra que não houve reivindicação imediata, embora em outro trecho atribua a autoria aos houthis. A emissora pública portuguesa RTP também registra que os rebeldes não reivindicaram o ataque de sábado.

Os houthis são um grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã. No domingo, eles voltaram a pedir que companhias aéreas, trabalhadores aeroportuários e passageiros evitem os aeroportos sauditas.

Aeroporto fechado até as 21h de domingo e voos desviados

As autoridades de aviação saudita suspenderam as operações no sábado. Segundo o Flightradar24, o fechamento foi depois prorrogado por 24 horas, até as 21h de domingo (horário local), e o serviço registrou voos desviados. Os danos materiais ainda eram avaliados.

Segundo a AP, antes do ataque de sábado Air India, flydubai, Grupo Lufthansa e Pakistan International Airlines já haviam suspendido voos de e para Riade e outros aeroportos sauditas, por períodos variados.

Ainda de acordo com a AP, dois funcionários regionais disseram que ataques de quinta-feira (8) danificaram três aeronaves. A companhia saudita informou que um de seus aviões foi atingido no solo, sem passageiros a bordo.

Porto Alegre não tem voo direto para o Oriente Médio

Segundo o site FlightConnections, não há voos diretos entre Porto Alegre e o Oriente Médio. Quem sai do RS para a região depende de conexões em outros aeroportos, como São Paulo ou Rio de Janeiro.

As companhias da região retomaram parte das rotas após a guerra no Oriente Médio, mas nem todas as ligações foram reiniciadas. A situação de Emirates, Qatar Airways e Saudia após o ataque não foi confirmada.

Até a publicação, não foi confirmada a presença de brasileiros ou gaúchos entre as vítimas, não foi localizada nota do Itamaraty sobre o caso, e o posicionamento do governo brasileiro não foi confirmado.

Coalizão promete resposta; EUA e ONU reagem

A coalizão saudita chamou o ataque de terrorista e prometeu resposta decisiva.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, condenou o ataque e citou a morte de um cidadão americano. O presidente Donald Trump disse que os EUA vão analisar a situação, e a imprensa portuguesa registra que ele admitiu se juntar à Arábia Saudita contra os houthis.

O enviado especial da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, classificou o ataque como uma escalada perigosa e uma grave ameaça à segurança regional.

Segundo a CBS News, foi o ataque mais letal em um país árabe do Golfo desde o início da guerra do Irã. O conflito se intensificou em julho, após o colapso do cessar-fogo entre EUA e Irã. Desde então, os houthis ampliaram os ataques contra alvos sauditas, e os combates com as forças do governo iemenita, apoiadas por Riade, voltaram a crescer.

Serviço Quem tem viagem marcada com conexão no Oriente Médio deve consultar a companhia aérea antes de ir ao aeroporto e acompanhar os canais oficiais do Itamaraty. O Bairrista atualiza esta matéria conforme novas confirmações.

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