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Aos 103 anos, Margarida Genevois vota no 2º turno e teme retrocesso democrático

Socióloga que acolheu perseguidos da ditadura em São Paulo disse à Folha que tem dúvidas sobre liberdade de expressão e direitos das mulheres num eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Margarida Genevois, instituidora do Fundo Brasil, em foto de divulgação da instituição.
Foto: Divulgação/Fundobrasil

A socióloga e defensora dos direitos humanos Margarida Genevois, de 103 anos, vota neste domingo (25) no segundo turno da eleição presidencial, em São Paulo. Em entrevista à Folha publicada no sábado (24), ela disse temer um retrocesso democrático se o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencer.

Quadro: Aos 103 anos, Margarida Genevois vota no 2º turno e teme retrocesso democrático
Ficha de serviço · Bairrista

Os gaúchos também escolhem neste domingo o presidente da República. Os eleitores definem o próximo presidente em todo o território nacional, e as urnas funcionam das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

"Tenho minhas dúvidas se, com Bolsonaro, a gente vai ter liberdade de pensamento e de expressão", afirmou à Folha. Ela também disse que o tema dos direitos das mulheres segue tratado como secundário na política e avaliou que, em caso de vitória de Flávio, as coisas mudariam na prática.

Todas essas falas são opiniões da entrevistada, não fatos sobre o que ocorreria num futuro governo. A reportagem da Folha não traz resposta da campanha de Flávio Bolsonaro aos pontos levantados por ela.

Para Genevois, a mudança também depende de cada cidadão, e não só do voto. "As pessoas têm que participar", disse.

Trajetória na defesa dos direitos humanos

Genevois nasceu no Rio de Janeiro em 10 de março de 1923. Viveu na zona rural de Campinas e, em 1967, mudou-se para São Paulo. Foi integrante da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, criada por dom Paulo Evaristo Arns, e foi a primeira mulher a integrar o colegiado.

Nos anos 1970, durante a ditadura militar, ela denunciou tortura e desaparecimentos e procurou advogados para defender perseguidos políticos. Desde 2019, é presidente de honra da Comissão Arns, entidade de defesa da democracia e dos direitos humanos que ajudou a fundar.

Durante a entrevista, a filha dela, Maria Luiza Genevois, interrompeu a conversa para dizer que Lula vai ganhar e citou o deputado André Janones.

Serviço: como votar neste domingo

A votação vai das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila às 17h continua votando até a última pessoa. O eleitor precisa levar documento oficial com foto, e o TSE orienta consultar o local de votação no aplicativo e-Título, na aba "Onde votar". Quem não comparecer pode justificar a ausência até 8 de janeiro de 2027.

Perguntas frequentes

Qual o horário de votação neste domingo (25)?

A votação vai das 8h às 17h, pelo horário de Brasília; quem estiver na fila às 17h continua votando até a última pessoa.

O que levar para votar?

O eleitor precisa levar documento oficial com foto e pode consultar o local de votação no aplicativo e-Título, na aba "Onde votar".

Como justificar a ausência na votação?

Quem não comparecer pode justificar a ausência até 8 de janeiro de 2027.

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