Alcolumbre acena com anistia a Bolsonaro e enfrenta resistência no PT e no STF
Articulação ligada à disputa pela presidência do Senado em 2027 ainda não tem texto apresentado nem data de votação.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), articula uma "pacificação" que pode incluir anistia a Jair Bolsonaro (PL) e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo reportagens de 3 e 4 de novembro, a ideia esbarra em resistência de senadores do PT, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Por enquanto, é uma articulação de bastidor: não há projeto protocolado, data de votação nem definição de quais condenados seriam atingidos.
O que se sabe da articulação
Segundo a Folhapress, que cita dois aliados do senador, Alcolumbre vai propor indulto ou anistia a Bolsonaro em troca do apoio da direita à reeleição no comando do Senado. A estratégia prevê que a anistia alcance os condenados do 8 de janeiro, incluindo Bolsonaro. Em troca, Alcolumbre buscaria votos do PL para ficar mais dois anos na presidência e reduziria a pressão por impeachment de ministros do STF.
Há dois caminhos em debate. A Folhapress relata que Alcolumbre disse a aliados que vai conversar com o presidente Lula (PT) para defender um indulto humanitário a Bolsonaro. O indulto depende só do presidente da República. A anistia exigiria votação no Congresso e poderia ser contestada depois no Supremo.
Para o eleitor gaúcho, o tema chega por duas vias. A presidência do Senado se decide pelo voto dos 81 senadores, três deles do Rio Grande do Sul. E a eventual mudança de pena para condenados por atos contra as sedes dos Três Poderes valeria em todo o país.
Quem resiste
No PT, parlamentares consideram que a punição dos envolvidos no 8 de janeiro e a inelegibilidade de Bolsonaro não devem ser negociadas. A Folhapress atribui ao senador Rogério Carvalho (PT-SE) a crítica à ideia de transformar a anistia em moeda de troca.
Segundo a Gazeta do Povo, senadores petistas e aliados históricos de Lula foram pegos de surpresa e reagiram com forte resistência. O jornal também relata que construir um arranjo com a cúpula do Judiciário para anistiar Bolsonaro e os condenados de 8 de janeiro é ainda mais complicado do que negociar com o Planalto.
Próximo passo
Segundo a Folhapress, Alcolumbre disse a parlamentares que vai esperar a eleição decantar antes de procurar Lula. A eleição para a presidência do Senado ocorre no início de 2027, e a articulação deve ser acompanhada nas próximas semanas na Agência Senado e no site do STF.
Perguntas frequentes
Alcolumbre já apresentou projeto de anistia?
Não. Não há projeto protocolado, data de votação nem definição de quais condenados seriam atingidos.
Qual a diferença entre indulto e anistia nessa proposta?
O indulto depende só do presidente da República; a anistia exige votação no Congresso e pode ser contestada depois no Supremo.
Quando a presidência do Senado será decidida?
A eleição para a presidência do Senado ocorre no início de 2027, segundo a matéria.
Quem resiste à proposta?
Parlamentares do PT, o Palácio do Planalto e o STF, segundo as reportagens citadas, com destaque para a crítica do senador Rogério Carvalho (PT-SE).
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