Agro exporta US$ 12,21 bi à UE em cinco meses de acordo; soja em grãos sobe 49%
Carnes mais que dobraram em valor e o complexo soja chegou a US$ 4,19 bilhões entre maio e setembro, segundo o Ministério da Agricultura.
Por que afeta o RS: A soja e os produtos agroindustriais gaúchos podem acessar o mercado europeu em um cenário de crescimento das compras do bloco, embora a fonte não discrimine os embarques por estado.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

As exportações do agronegócio brasileiro para os 27 países da União Europeia somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026, alta de 14,8% sobre o mesmo período de 2025. Os dados são do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e foram divulgados no domingo (1º), quando a aplicação provisória do acordo Mercosul-UE completou seis meses.
A soja em grãos, lavoura central em regiões como o Planalto Médio, no RS, cresceu 49% em valor e 35,1% em volume nas vendas do país à União Europeia. O Mapa divulga os números só no total nacional.

Soja, carnes e mel puxam a alta
O volume embarcado no período foi de 17,74 milhões de toneladas, 8,1% a mais que as 16,42 milhões de toneladas de maio a setembro de 2025. No complexo soja, que reúne grãos, farelo e óleo, as vendas passaram de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões, avanço de 34,2% em valor e 20,5% em volume.

Os produtos apícolas, principalmente o mel, subiram 367%. As vendas de café torrado aumentaram 91,6% em valor.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou: "O crescimento expressivo e a diversidade das exportações para a União Europeia demonstram a competitividade do agronegócio brasileiro".
O que o acordo muda nas tarifas
O Mapa informa que o acordo prevê liberalização total ou parcial de cerca de 99% das exportações agrícolas brasileiras ao mercado europeu. Isso ocorre por eliminação de tarifas ou por condições preferenciais, como cotas para alguns produtos. Nem todos os itens tiveram tarifa zerada desde 1º de maio. Café torrado e solúvel, por exemplo, têm redução gradual, com eliminação prevista para 2030. O primeiro corte do abacate foi de 20% da tarifa-base, também com liberalização completa em 2030.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que as vendas de produtos com tarifa zerada ou reduzida cresceram 21% no período. Mel, abacate fresco e óleo de milho estão entre os destaques citados.
Exigências ambientais seguem valendo
Quem exporta para a Europa precisa cumprir regras sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. O Mapa trabalha com a Plataforma Agro Brasil + Sustentável, que emite relatórios para atestar a regularidade ambiental da propriedade, exigência central da legislação europeia antidesmatamento (EUDR).
O Mapa avalia que os números de maio a setembro refletem uma fase inicial de uso das preferências tarifárias. A vigência definitiva do acordo depende da ratificação pelos dois blocos, e até lá segue a aplicação provisória iniciada em 1º de maio de 2026.
Perguntas frequentes
Quanto o agro exportou para a União Europeia de maio a setembro de 2026?
US$ 12,21 bilhões, alta de 14,8% sobre o mesmo período de 2025, segundo o Agrostat do Mapa.
A soja em grãos subiu quanto nas vendas à União Europeia?
Cresceu 49% em valor e 35,1% em volume, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Quais produtos tiveram tarifa zerada desde 1º de maio?
Nem todos tiveram tarifa zerada. Café torrado e solúvel têm redução gradual, com eliminação prevista para 2030.
O que é preciso para exportar para a Europa?
É preciso cumprir regras sanitárias, ambientais e de rastreabilidade, como a legislação antidesmatamento (EUDR), com relatórios da Plataforma Agro Brasil + Sustentável.
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