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AgroBrasilAfeta o RS

ABPA espera retomar vendas de carne de aves à UE ainda em 2026; votação é em novembro

Relatório europeu deu aval aos controles brasileiros, mas o Brasil só volta a exportar depois que a UE o recolocar na lista de fornecedores autorizados.

Por que afeta o RS: Frigoríficos e produtores gaúchos de aves e suínos dependem das vendas externas, e a suspensão afetou o setor no estado.

Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A modern poultry farm with rows of long white barns u
Ilustração: Bairrista

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que o setor espera voltar a exportar carne de aves à União Europeia ainda em 2026. Ele disse que a análise do relatório da missão europeia deve ser votada na reunião de novembro do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (SCoPAFF).

Quadro: ABPA espera retomar vendas de carne de aves à UE ainda em 2026; votação é em novembro
Entenda em um quadro · Bairrista

Para o Rio Grande do Sul, a conta passa pelas granjas e frigoríficos de frango e de suínos. Desde 3 de setembro, o Brasil está proibido de exportar ao bloco carne bovina, suína e de frango, além de mel, pescados e ovos. A missão europeia, porém, avaliou só aves e mel. Nenhuma entidade gaúcha divulgou, até aqui, estimativa de perdas. Como referência nacional, em 2025 o Brasil vendeu à UE 233,1 mil toneladas de carne de aves, num total de US$ 763 milhões.

O que o relatório concluiu

A auditoria ocorreu de 24 de agosto a 4 de setembro e cobriu as cadeias de aves e mel. Segundo Santin, a equipe tinha um fiscal francês e outro irlandês, de países que ele classifica como protecionistas. A conclusão foi que o Brasil cumpre a regra europeia que proíbe antimicrobianos como promotores de crescimento.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o resultado não aponta impedimento técnico à reinclusão do Brasil na lista de países autorizados. A avaliação, porém, não significa autorização automática para retomar os embarques.

Decisão em novembro, embarques em dezembro

A pauta do SCoPAFF previa reunião em 20 e 21 de outubro. Santin diz que o relatório foi submetido ao comitê nessa data. A impressão inicial passada ao governo brasileiro é que a UE vai recolocar o Brasil na lista depois da votação.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, disse que os europeus não souberam precisar a data da reunião de novembro. Ele espera que a decisão saia em novembro. A previsão do governo é que, em dezembro, o Brasil seja relistado para carne de aves e mel.

Depois da votação, a decisão precisa ser traduzida e publicada oficialmente para o Brasil voltar à lista. A carne bovina não entrou na missão e segue um processo separado.

Santin disse a jornalistas em Paris que não vê possibilidade de uma decisão política contrária a um argumento técnico bem colocado.

O próximo passo é a reunião do SCoPAFF em novembro, em que os países da UE votam a reinclusão do Brasil. Se o resultado for favorável, a expectativa do Mapa é que a decisão seja publicada em dezembro e libere os embarques de carne de aves e mel.

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